DENÚNCIA DO SINDICEL LEVA ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO A APURAR VENDA DE CABOS ELÉTRICOS EM MARKETPLACE
Órgãos de fiscalização em São Paulo apuram a venda de produtos elétricos supostamente fora de conformidade em plataformas digitais. A investigação envolve a distribuidora Gupar, localizada no Jardim Japão, na capital paulista, após denúncia apresentada pelo Sindicel ao Procon-SP e ao Ipem-SP.
A ação tem como foco verificar se cabos e fios comercializados pela empresa atendem às normas técnicas e se as informações fornecidas ao consumidor correspondem às características reais dos produtos anunciados.
Segundo dados preliminares citados na denúncia, a Gupar teria sido identificada pelo Guardião Digital do Inmetro como uma das maiores vendedoras do Mercado Livre em anúncios relacionados a produtos com suspeita de não conformidade. O levantamento teria apontado milhares de ofertas que exigem análise técnica mais detalhada.
Um dos pontos de preocupação envolve a venda de fios e cabos de alumínio cobreado. Esse tipo de material pode ser confundido com cabo de cobre, especialmente por consumidores leigos, e precisa ser anunciado de forma clara para evitar erro na compra e risco no uso.
De acordo com o Sindicel, a denúncia também menciona possíveis referências inadequadas a normas técnicas nos anúncios. A suspeita é de que determinados produtos tenham sido apresentados como se estivessem em conformidade com exigências que, na prática, não se aplicariam ao material vendido.
A situação preocupa porque cabos elétricos fora de conformidade podem comprometer a segurança de imóveis, redes internas e equipamentos. Em casos mais graves, produtos inadequados podem contribuir para aquecimento, curto-circuito e acidentes.
O histórico da distribuidora também será observado pelos órgãos competentes. Segundo o Sindicel, a empresa já teria sido alvo de autuação do Procon há cerca de quatro anos, quando mais de 10 mil rolos de fios teriam sido apreendidos.
A apuração deve analisar documentos, origem dos produtos, anúncios publicados, volume de vendas e eventual reincidência. Se confirmadas as irregularidades, a empresa poderá responder administrativamente por infrações contra o consumidor.
O caso reforça a necessidade de maior fiscalização sobre produtos elétricos vendidos em marketplaces. Para entidades do setor, itens ligados à segurança da população devem passar por controle mais rigoroso antes de serem ofertados em larga escala pela internet.
A investigação permanece em andamento.
