Abertura Econômica: Brasil atinge marca histórica com 33% do comércio sob tarifas reduzidas
Novos tratados e a modernização de acordos comerciais posicionam o Brasil em um novo patamar de integração global, reduzindo custos para empresas e consumidores.
O Brasil deu um passo decisivo em sua agenda de inserção internacional. Segundo dados recentes, o país alcançou a marca de um terço de seu fluxo comercial operando com benefícios tarifários. Esse avanço é o resultado de uma série de negociações estratégicas que visam diminuir as barreiras protecionistas e integrar a economia brasileira às principais cadeias globais de valor.
O Fim do Isolamento Comercial
Historicamente conhecido como uma das economias mais fechadas do G20, o Brasil vem revertendo esse cenário. A expansão de acordos bilaterais e a renegociação de termos dentro do Mercosul permitiram que produtos nacionais ganhassem competitividade no exterior, enquanto insumos estrangeiros chegam ao parque industrial brasileiro com custos menores.
Impactos Diretos na Economia Real
A ampliação desses acordos não afeta apenas as grandes tradings, mas reverbera em diversos pontos da economia:
- Redução de Custos de Produção: Com tarifas menores para componentes eletrônicos e produtos químicos, o custo final de fabricação no Brasil tende a cair.
- Combate à Inflação: A maior facilidade em importar produtos acabados ajuda a regular os preços internos por meio da concorrência, beneficiando o bolso do consumidor.
- Acesso a Novos Mercados: Produtores de proteína animal e grãos agora encontram menos resistência tarifária em mercados que antes eram considerados “proibitivos”.
Desafios e Próximos Passos
Apesar do otimismo com a marca de 33%, o Brasil ainda está atrás de parceiros como Chile e México, que possuem mais de 80% de seu comércio coberto por acordos de livre comércio. O grande desafio para os próximos anos reside na conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia, que poderia elevar essa fatia para mais de 50% do comércio brasileiro.
Além das tarifas, especialistas alertam que o Brasil precisa focar agora nas “barreiras não-tarifárias”, como exigências ambientais e burocracia alfandegária, para que o fluxo de mercadorias seja tão fluido quanto os novos impostos reduzidos sugerem.
