Preços abusivos em praias de Cabo Frio e Búzios revoltam banhistas
Denúncias de consumação mínima e valores exorbitantes em quiosques da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, marcaram a alta temporada de 2026. Turistas relatam constrangimento e sensação de coação diante de cardápios com petiscos a partir de R$ 150 e pratos que ultrapassam R$ 400.
Relatos de turistas
Uma moradora de Cabo Frio viralizou nas redes sociais ao contar que tentou pedir o petisco mais barato do cardápio, de R$ 150, mas foi informada pelo garçom que “não tinha”. Segundo ela, o funcionário insistia que só poderia servir opções acima de R$ 200.
“A gente se sentiu coagido. Não queria vender nada abaixo de R$ 200”, relatou a banhista.
Cardápios com preços exorbitantes
Imagens compartilhadas por turistas mostram cardápios com consumação mínima entre R$ 400 e R$ 500. Em alguns estabelecimentos, pratos simples como filé de frango com arroz, fritas e salada chegavam a custar R$ 470 [9F742443-6C92-4C44-BF58-8F5A7C53B6F1](https://www.em.com.br/turismo/2026/01/7325058-turistas-denunciam-precos-abusivos-em-quiosques-na-regiao-dos-lagos.html?citationMarker=9F742443-6C92-4C44-BF58-8F5A7C53B6F1&citationId=4A5CAAF6-B818-424C-A603-4DF6E01D3492&citationTitle=Jornal%20Estad…&citationFullTitle=Jornal%20Estado%20de%20Minas&chatItemId=5f8aEXSLe8bRjVAoWF2KH).
“É um absurdo. Viemos para aproveitar a praia e fomos surpreendidos por preços que não cabem no bolso de ninguém”, disse um visitante.
Fiscalização intensificada
Diante da repercussão, o Procon intensificou a fiscalização em Cabo Frio e Búzios. A instituição afirmou que práticas como consumação mínima e preços abusivos ferem o Código de Defesa do Consumidor e podem resultar em multas pesadas.
“O consumidor não pode ser obrigado a consumir valores pré-determinados. Estamos apurando cada denúncia”, declarou um representante do Procon.
Impacto na alta temporada
As denúncias ganharam força justamente no período de maior movimento turístico da Região dos Lagos. Hotéis e pousadas registraram ocupação elevada, mas os relatos de preços abusivos nos quiosques geraram indignação e podem afetar a imagem das cidades como destinos acessíveis.
“A alta temporada deveria ser de boas lembranças, mas muitos turistas saíram com sensação de exploração”, comentou um empresário local.
Conclusão
O episódio expõe a necessidade de maior fiscalização e transparência nos serviços oferecidos em destinos turísticos. Cabo Frio e Búzios, conhecidos por suas praias paradisíacas, enfrentam agora o desafio de equilibrar a alta demanda com práticas comerciais justas e respeitosas.
